Anéis, muitos anéis

sexta-feira, 28 de março de 2008

A postagem tarda, mas não falha

Calma crianças, demorei mas cheguei, após contabilizar 38 telefonemas, 59 e-mails e 119 pessoas ao vivo (??), todas cobrando deste amado blogueiro a próxima postagem. Isto posto, digam ao povo que postei.

Como diria meu amigo Falcão, de um modo assim um tanto quanto curto e sem nenhuma delonga iniciativa, devo lhes dizer que lá se foi mais um feriado prolongado. Quem conseguiu tirar um lucro, que o guarde no colchão. Quem não conseguiu, resta rezar e aguardar o próximo e chocho feriado lá longe no crepúsculo aprilino.

E assim caminha o turismo em Caretas. Pra se ver turista fora de temporada , só de binóculos, pois nem nos finais de semana dá pra contar com a vinda deles. A não ser aqueles que fretam ônibus e vans e passam o dia nas cachoeiras sem comprar um pacotinho de fandangos que seja.

Para os empresários do turismo, toda sexta-feira é sagrada. É o dia da "subida na pedra".


E toca o empresário de turismo pular de feriado em feriado, e ainda obrigado a dançar a dança da chuva de trás pra frente, porque se chover, tchau e bença.



Véspera de feriado é um sufoco. Qualquer sinal de chuva é motivo de tensão.


E quando surge uma oportunidade de evento que poderia atrair grande quantidade de turistas, agendam o mesmo para um feriado prolongado, que daria “casa cheia” de qualquer maneira, como é o caso do denominado Brasileirão de trekking. Daí, e se tudo der certo, o máximo que poderá ocorrer é abarrotar a cidade de pessoas e veículos, espantando aqueles que vêm sempre aqui e deixando uma péssima primeira impressão aos novos visitantes.

Calha relembrar a realização, num feriado prolongado, de um festival de música eletrônica que trouxe muitos turistas pra cá. Ocupação máxima em todos os hotéis, pousadas, campings e casas de aluguel para temporada.
A diferença é que naquela ocasião todos lucraram horrores. Altos valores de hospedagem foram cobrados, com destaque aos aluguéis de casas, sendo que o evento foi proporcionado exclusivamente por particulares.

Hoje não, os valores cobrados pela maioria dos proprietários de meios de hospedagens, inclusive casas de aluguéis, estão irrisórios, sendo que a realização do evento tem a participação direta da secretária de turismo, que ganha exclusivamente para fomentar o turismo na cidade, o que não foi feito até agora.

Noutro giro, em que pese o turismo por aqui estar afundando, lá no Brasil parece que as coisas vão bem, pois neste blog mesmo, noticiou-se o aumento do faturamento do setor turístico brasileiro. Pra quem teve preguiça de clicar e/ou ler, mastiguei uns trechos:

“Turismo no Brasil faturou R$ 34,1 bilhões em 2007”

"O turismo, no Brasil, vai de vento em popa", de acordo com a ministra do Turismo, Marta Suplicy, que anunciou nesta segunda-feira (17), os bons resultados da IV Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, na Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Segundo o estudo, feito entre janeiro e fevereiro deste ano, o faturamento do setor turístico em 2007 foi de R$ 34,1 bilhões. Ou seja, cresceu 14,8% em relação a 2006.

A ministra comemorou o aumento do faturamento das empresas, a queda no preço dos pacotes turísticos e crescimento do número de postos de trabalho, apontados pela pesquisa. Ela espera que o setor continue a crescer com mais força, com os brasileiros viajando cada vez mais.
Feita com as 92 maiores empresas do setor em todo o país, a pesquisa mostra que existem 90.211 postos de trabalho no setor. Nos últimos cinco anos, segundo Marta, os investimentos no turismo fizeram ele saltar para o quinto lugar em relação à obtenção de divisas. O turismo, destacou a ministra, superou o setor automobilístico.

Marta lembrou que o ministério, que tem orçamento de R$ 2,5 bilhões para este ano, utilizou 99% do orçamento. Mais do que isso, a ministra lembrou que assinou um acordo na semana passada com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que vai investir R$ 1 bilhão de dólares no turismo brasileiro. A idéia, segundo ela, é investir principalmente em qualificação de pessoal e inclusão social, através de criação de novos postos de trabalho."Este é o ouro que ainda não está no mercado. Queremos mostrar que todos podem viajar. A avó que ficava em casa fazendo bolo para os netos ou as famílias que planejavam trocar a geladeira. As viagens também podem fazer parte desses planos", disse Marta acrescentando que o ministério está investindo R$ 42 milhões na qualificação de profissionais do setor."

http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL353756-9356,00-TURISMO+NO+BRASIL+FATUROU+R+BILHOES+EM.html

Voltando ao planeta Caretas, além da visível diminuição na qualidade dos turistas, a falta deles nos finais de semana comuns é desesperadora.

Sei lá, mas penso que é exatamente para isso que serve uma secretaria de turismo, pra botar a cabeça pra funcionar e se virar pra buscar turistas nos períodos “de seca”.

Assim, a atual situação do turismo na cidade não permite outra senão a conclusão da prática de improbidade administrativa do atual alcaide, pois bancar uma secretaria de turismo que nem pra lutar pela despoluição das águas serve, e que só faz organizar gincana, campeonato de luzinhas e forró com cd do Créu, considero gestão irresponsável de verba pública.

Agora famoso, Ayumi reflete sobre a relação custo-benefício de vir ou não pra Caretas tentar uma boquinha.

E não sei se é pra rir ou pra chorar: Inventaram agora um curso de "qualidade de atendimento ao turista"!
Maquê, belo? Atendimento de quem? Só se for curso pra atender telefonema de turista:
O turista liga pra cá:- Alô, é de Aiuruoca?
O atendente: -Não, meu senhor, aqui é Caretas.
Turista: -Ah, desculpe, foi engano. Cê sabe o telefone de lá?
E por falar em Aiuruoca, pra piorar eles ainda têm a Isis Valverde pra chamar de sua!

Não, e tem aquela de que querem inserir Caretas em mais um circuito de turismo. Roteiro Turístico Cultural de nome Natividade. Como se essa história de circuito adiantasse muito, mesmo.
Por que alguém saberia me dizer em quantos circuitos estamos? 455? É Circuito das Vertentes; Rota do ET (essa é boa); Saudosos da Inquisição. O único que prometia alguma coisa era a Estrada Real, mas as fotos publicadas neste blog indicam a seriedade como é tratado o assunto por aqui.
E podem esperar, pois a persistir o FEBEAPÁ instalado em Caretas, entraremos mesmo é em Curto-Circuito.

E a placa tosca que colocaram na entrada da cidade, anunciando a F-A-R-A-Ô-N-I-C-A obra do abastecimento de água? Mas estou enganado, ou esqueceram do principal, que é o tratamento da água? Custo a acreditar que a população continuará bebendo e lavando alimentos com água suja.

E isso porque o lema da atual administração é “Carranquenses por Carrancas...”. Imaginem se não fosse.

Mas continuando a água sem tratamento e o esgoto despejado in natura no Ribeirão Carrancas, começo a entender a mensagem subliminar transmitida pela atual administração:

“Carranquenses POR CArrancas...”

É o governo das reticências, que espero não permaneça no infinitivo.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Os trapalhões da Praça é Nossa também querem o bolsa-turismo

Era um diálogo entre o assessor jurídico da prefeitura e a secretária de promoção social de uma cidadezinha de São Paulo. Arquitetavam um meio de tirar alguns sem-teto da praça central.

Como se fossem bichos e não pessoas os desafortunados pedintes, o assessor sugeriu embebedá-los e convidá-los a um passeio de perua pro Rio de Janeiro, passagem só de ida, diga-se de passagem. http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2666254-EI306,00.html

Creio que este assessor jurídico não seja advogado. Se for, pelo nível da solução dada, o dotô demonstrou ser mais um daqueles "devogados" contratados por prefeitura sem concurso público, que entram imoral e ilegalmente pela porta dos fundos da municipalidade sem antes comprovar conhecimento técnico e que só servem para enrolar o povo. Se for advogado, deve ser punido exemplarmente pela OAB/SP. Se não for, para o bem da classe e da nação, torço que jamais seja.

Quanto à secretária que concordou com a sugestão, demonstrou ela toda sua aptidão para o cargo, achando que faria promoção social ao promover desabrigados em turistas no Rio de Janeiro! Inventou o bolsa-turismo. Très chic, mon cher amic.

Não sei o porquê, mas o arbitrário e patético modo de se resolver os problemas de uma cidade me trouxe à memória uma certa localidade. Se no leitor não ocorreu o mesmo, lanço quatro opções: 1) Vaticano; 2) Beirute; 3) Bagdá; 4) Caretas. (Quem errar ganha um curso de mergulho na Cachoeira da Fumaça.)

Digo isso porque aqui alguns espíritos-mendigos foram convidados, em troca de pinga e moedinhas, a fazer número em manifestação contra a liberdade de expressão, quando comecei a levantar os problemas da cidade através deste blog. Assim, ao invés de debaterem os problemas levantados de forma séria e democrática, preferiram agredir física e verbalmente este blogueiro e sua família, achando que conseguiriam nos expulsar daqui ou me calar. Claro que não deu certo, pois não somos como eles. Não bebemos pinga de garrafa pet, não vivemos de torrar herança, não somos covardes e tampouco nos sustentamos de troca de favores e politicagens.

Ora, se até a língua portuguesa estão querendo despachar daqui, imagino se o caso dos sem-teto daquela cidade fosse em Caretas. A possível manchete: “Em Caretas, a “instinção” dos “cidadões” “embreagados” que “denegri” a imagem da cidade.”

Da “instinção” da língua, estou até vendo os livros de gramática queimando aqui na praça central, já que no local foi inaugurado recentemente o “crematório da praça”. Posso ouvir os zurros dos saudosos da inquisição: - Sai Casmão (Camões), deste livro que não te pertence. Volta pra Lisboa. - Quem manda ninóis é nóis! A praça é nossa!

Crematório da Praça é Nossa em dia de festa

Se lá em São Paulo despacham quem incomoda para o Rio, aqui funciona mais ou menos iguarquinem, pois não obedeceu cegamente, não bajulou, vai de encontro aos interesses escusos, leva título de pessoa não grata, queima na praça e sofre tentativa de expulsão.

Mas pobres mendigos paulistas. Antes queimar na praça do que ser levado pro Rio, pois vou pro céu bronzeado do mesmo jeito mas sem buraco de bala.

Infelizmente pessoas do naipe do dotô estão espalhadas pelo globo, Record, Band, ESPN, CNN, sendo que quem deveria passar uma temporada no Rio é ele mesmo, e no Complexo do Alemão, usando farda.

O leitor acha que, sobre a questão dos mendigos da praça, seria diferente a solução dos contrários à liberdade de expressão daqui de Caretas?


Óbvio que não, já que são os mesmos que se beneficiam do status quo caretense e aprovam a decadência ortográfica e ideológica na cidade. Qualquer alteração é sinal de perigo. Só vale elogiar.

Sobre o tema já falei várias vezes. Na última, em bom e hialino português citei o panegírico (elogio solene, não jerico que deu pane) escrito por um sujeito oculto desmanchando-se em babas pela atual administração.

Mesmo que apócrifo, certo é que o panfleto foi idealizado por algum coordenado subordinado que considera Caretas a cidade do futuro do presente, sendo correto é que vivenciamos exatamente o contrário, caminhando diretamente para o futuro do pretérito.

É claro que aqueles objetos diretos do atraso e do desmando que conjugam suas vidas no pretérito-imperfeito estão interessados na manutenção da pasmaceira social e econômica que atravancam há anos o desenvolvimento do município, pois assim podem permanecer deitados eternamente em seus berços esplêndidos.

No universo deles, o universo paralelo de Caretas, onde os valores são invertidos e os ensinamentos dos doze apóstrofos só servem da boca pra fora e para os outros, tudo vai bem, em grau superlativo. É o mundo maravilhoso da interjeição e do pronome possessivo, só na primeira pessoa: meu, minha, meus, minhas.

E isso o leitor há de concordar com o blogueiro em gênero, número e grau.


Abaixo, brevíssima exposição de fotos obtidas pela equipe do gordo-repórter:





Nas duas fotos acima, flagrante do estado real da estrada real. Tudo certo mesmo?




Bela recepção ao visitante que chega pela Estrada Real



sábado, 8 de março de 2008

Exclusivo: “Cidadões” querem a “instinção” do português em Caretas

Oh, pobre língua portuguesa, inculta e bela, de tão bem tratada por Camões, em Caretas querem matá-la com as mãos (ou mões, pelo jeito) e fazer injustiça com as próprias mães.

Seria o ocaso bíblico de nossa língua-pátria mãe gentil? No início era o verbo, depois o artigo, fez-se a frase, veio a “instinção”...

Nunca foi, nem será pretensão deste blog em se tornar paradigma da utilização correta de nossa língua. Apesar do cuidado, os erros de grafia, acentuação e concordância podem surgir a qualquer momento, até mesmo por traquinagem do uôrdi, que insiste em encontrar (e corrigir) erros onde não existem.

Mesmo em periódicos de abrangência nacional, como a revista Veja, O Estado de São Paulo, O Globo, não raro encontramos incorreções ortográficas e gramaticais. Tanto é que surgiu a figura do ombudsman, chato profissional contratado exclusivamente para criticar e apontar falhas nas matérias publicadas. Tal figura confere muito mais credibilidade ao jornal.

Difícil mesmo é quando nos deparamos com erros crassos. Não confundir com “crássicos”, pois estes se relacionam exclusivamente ao “futibór”. Exemplos típicos de erros crassos são os que motivaram a presente postagem, quais sejam, “instinção” e “cidadões”. Erros inaceitáveis em qualquer publicação, seja em folhetos de propaganda, blog ou revista, o que for.

Os “embreagados” que o digam, é pacífico o entendimento mundial que a última flor do Lácio é de difícil compreensão e escrita. Em contrapartida, é considerada uma das mais belas do mundo. Nós não percebemos, mas os estrangeiros dizem que nossa língua falada parece cantada.

Considerando ser ela parte do patrimônio mundial, e por que não, municipal, ao contrário de sua “instinção” em Caretas, alguns “cidadões” deveriam lutar por seu tombamento, solicitando providências do órgão responsável pela conservação do patrimônio cultural na cidade, que até agora não fez nada que justifique sua existência, não mostrando a que veio. Será que foi “instinto”, como o COMSEP?

Tais falhas teratológicas servem também para inflamar ainda mais os debates acerca da obrigatoriedade ou não do diploma universitário de jornalismo para exercer a profissão. Fatos como os acima expostos municiam sobremaneira os contrários à obrigatoriedade.

Pode até ser justa a exigência de diploma para exercer a profissão de jornalista, DESDE que condicionando o bacharel à aprovação em exame nos moldes do realizado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Apesar de estar longe de ser a solução de todos os problemas relacionados à classe dos advogados, ao menos serve o exame para filtrar os maus bacharéis, aqueles formados em Direito que não têm a mínima condição de exercerem a advocacia, seja por deficiência própria, seja por culpa da faculdade que cursaram, estabelecimentos estes que não passam de arapucas, responsáveis diretos pela mercantilização do ensino jurídico.

Exemplo disso foi o ocorrido recentemente em Goiás, em que um garoto de 8 anos foi aprovado no vestibular de direito da Universidade Paulista (Unip) de Goiânia, sendo evidentemente impedido de fazer o curso. Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL338761-5604,00.html


Esse garoto é prova viva da situação do ensino superior no Brasil. E ainda querem implantar o sistema de cotas!

É claro que pela qualidade do vestibular, o garoto também conseguiria terminar o curso, mas certamente não seria aprovado no exame de ordem. Pelo menos o menino poderia brincar de fazer aviãozinho com seu diploma, como são obrigados muitos bacharéis por aí, que não conseguem aprovação.

Com efeito, de igual forma todos os formandos em grau superior deveriam ser avaliados por seus órgãos de classe antes de exercerem suas respectivas profissões, impedidos os que demonstrarem inaptidão. Principalmente os formados em medicina, enfermagem, engenharia e jornalismo.

Mais do que o profissional, quem ganharia com isso seria a sociedade.

Pra finalizar, uma singela homenagem às mulheres, pelo seu dia:

Dizem que Deus criou o mundo em seis dias, e no domingo descansou. Na segunda, Deus criou a mulher e depois disso ninguém mais descansou!

sábado, 1 de março de 2008

O dilema do garçom na cidade das mil maravilhas

I- Do editorial

Convenhamos, não é por acaso que este blog passou dos 20.000 acessos.

A explicação é simples. No decorrer do tempo, por não veicular matérias pagas e retratar a realidade no município, A Folha se tornou na principal fonte de informações sobre a cidade.

O blog conquistou leitores não apenas no Brasil – espalhados por Caretas, Belo Horizonte, São Paulo, Rio e Brasília, como também vários leitores “na gringa”.

Fato interessante é o acesso quase diário de leitores que não possuem computador e que superam os mais inusitados obstáculos para, logo cedo, nos acessar de seu trabalho.

Em homenagem a este leitor, que por seu inadvertido esforço ajuda a manter a Folha no ar, continuaremos a fazer nosso papel (virtual) de mostrar a todos que, diante de tanta desinformação e falsas propagandas, o pior cego é aquele que se recusa a enxergar.

II – Do assunto principal

Estava logo à esquerda, em “Notícias do mundo de lá” - Turismo, a notícia de que ministério do Turismo deve assinar até o início de março um convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para liberação de US$ 1 bilhão, num prazo de até dez anos, para investimentos em todos os estados. O anúncio foi feito no último dia 20 pela Ministra do Relaxa e Goza, que disse:

Acho que nas próximas duas semanas nós vamos assinar o convênio com o BID, que vai ser um Prodetur [Programa de Desenvolvimento do Turismo] nacional . Isso vai ser um passo gigantesco, porque o Prodetur até então trabalhava infra-estrutura para o Nordeste somente. Este agora é um guarda-chuva de US$ 1 bilhão para o Brasil todo. Isso para o turismo é fundamental, porque você não tem turismo numa cidade com córrego a céu aberto. Agora, o Prodetur é exatamente para aplicar no Brasil todo em infra-estrutura turística”.

Se continuarmos com políticos como os que aqui estão, ficaremos de fora do guarda-chuva, sobrando-nos nada além do que um baita resfriado.

O turismo, para ser um turismo que realmente dê certo, tem de levar dignidade e qualidade de vida para quem mora naquele lugar”, ressaltou a ministra.

De acordo com a assessoria, o Prodetur nacional acontecerá na medida em que os estados e cidades apresentarem seus pedidos e propostas ao governo. As verbas do BID serão liberadas diretamente pelo banco a cada projeto, e em todos os casos haverá contrapartida do governo federal e do tomador do recurso.

O prazo é de até dez anos, mas a totalidade dos recursos poderão ser liberadas antes, desde que os projetos sejam apresentados e aprovados, segundo o ministério. Fonte http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=841313

Vamos ver se agora, com a notícia divulgada por esse amado blog, alguém aí acorda e se mexe pra fazer algum projeto na área turistica e correr atras da verba. E pelo que entendi, até no tratamento do esgoto vai dar pra mexer com esse dinheiro.

De outro lado, os incansáveis voluntários do SIFUMU trouxe-nos escrito apócrifo tecendo loas à atual administração (só podia ser apócrifo, mesmo), por ter Caretas ficado em 17ª lugar em (di) gestão dos recursos públicos.

Só se divulgaram a lista de cabeça para baixo...

Mas tudo bem, muito bonito ganhar elogios, receber condecorações, mas qual o resultado prático disso?

São onze horas, e está tudo bem em Caretas? Então dê uma circulada pelas estradas do município. Daqui a pouco só em lombo de mula.

E as ruas esburacadas da cidade? A entrada principal da cidade está terrível! Crateras, matagal, terra, areia, lixo...Completem comigo a placa: “Bem vindo a Caretas, só que não repare na bagunça não!”


Os buracos nas ruas revelam o quanto de amor por Caretas tem a administração pública

E por falar em lixo, não é novidade a idéia de implantar aqui a coleta seletiva de lixo, com a construção de uma usina municipal de reciclagem.

Poderiam até aproveitar o espaço físico do antigo laticínio. Devidamente separado da fábrica de queijo que será instalada, a usina também geraria vários empregos diretos e indiretos.

Sem sombra de dúvida, muito melhor do que oferecer o mesmo espaço (público) para instalação de uma birosca particular qualquer, com apenas dois ou três beneficiados trabalhando.

Além de ser aplicação do princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, daria mais transparência e moralidade aos atos públicos. Sabem como é, tipo utilização de bem público em benefício da população, licitação para a realização da obra, concurso público para contratação de funcionários da usina...

E quanto às parturientes, que se o parto não for normal, algumas são enviadas a Lavras, e outras remetidas aos mais recônditos lugares de Minas para terem seus filhos?

E aí, tudo bem? Dá pra acreditar no futuro de Caretas? Décimo-sétimo lugar em quê, mesmo?

Será que o povo daqui merece só isso, a prefeitura pagando contas em dia e salários, sem investimento na melhoria da qualidade de vida da população? O povo não quer apenas sobreviver, quer ter condições de crescer.

É a mesma coisa de propagandear a reforma das intalações da escola, sem investir na qualidade do ensino propriamente dito. O que todos gostariamos de ver é a notícia de que “Fulano de Tal, carentense, foi o 1º colocado na olimpíada de matemática realizada em nível estadual”, ou, “O grupo de dança da escola participou, pela primeira vez, do..., ou ” o time de basquete da escola ficou entre os melhores da região...”

São Thomé das Letras desta vez é exemplo positivo, ao instituir aulas de capoeira e caratê na escola.

E segue a pergunta: Qual a vantagem de bidês ou portão novo, diante da altíssima competitividade no mercado de trabalho?

Mudando de assunto, pero que no mucho, está sendo oferecido na cidade um curso de garçom.

Agora me digam: O que adianta o cara fazer o curso, se não tem emprego, e quando tem, é esporádico e por curtíssimo período?

Ora patrícios, não há fluxo de turistas que justifique um restaurante aberto diariamente. Os poucos que abrem só o fazem porque há neles verdadeiros funcionários Bom-Bril, de 1.001 utilidades. O cara é, ao mesmo tempo: Garçom, cozinheiro, marceneiro, encanador, jardineiro, eletricista, recepcionista, motorista, segurança, , estoquista, office-boy e babá.

A maioria só abre nos feriadões, e toca a correria de chamar o jovem pra fazer um biquinho de garçom. Daí acontece o seguinte, enquanto não é chamado, o feliz tem que se virar pra descolar uma grana. Com uns caraminguás na algibeira, justamente no feriado quando a cidade lota e há alguma coisa pra fazer, com a casa cheia de primos e amigos de fora, o cara é chamado para trabalhar.

E por se tratar de bico, o patrão paga uma merreca, além de jogar tudo nas costas do coitado. É mais um certificado pra encher a gaveta. Não, e ainda reclamam que o jovem de hoje é irresponsável, não quer estudar, nem trabalhar. Mas é claro, não tem estímulo!

É mais fácil o patrão reclamar do pobre garçom do que reivindicar da administração pública providências para atrair o turista em março, junho e agosto.

Recentemente vimos pela tv que o chimpanzé Ayumu foi treinado por cientistas japoneses a jogar o jogo da memória. Consegue ganhar até de universitários.


Ayumu e seu joguinho predileto

Então proponho o seguinte: Se quiserem, eu e o Ayumu poderemos trazer os mais variados eventos em feriados prolongados. É só dar uma banana pro Ayumu e um pedaço de gorgonzola pra mim.

Agora, pra trazer eventos fora de temporada ou feriados prolongados, como o Ibitiblues, em Ibitipoca, o Festival de Gastronomia e Encontro de Harley em Tiradentes, melhor contratar profissional especializado, competente em sua área, não eu ou um chimpanzé.

Flagrante de Ayumu quando visitou a rampa de parapente e ficou sabendo que a Cachoeira da Fumaça é poluída.

Curso de garçom em Caretas, hoje, só se for pra expulsar o cidadão daqui. Isso interessa a quem? É o mesmo que oferecer curso de manutenção de geladeiras no pólo norte.

Se é pra sair com o jovem daqui, dêem cursos de informática, auxiliar de escritório, marcenaria, espanhol, alemão.

Querem ajudar os jovens? Querem subsidiar? Então premiem os melhores alunos com bolsas de estudo fora daqui. Organizem concursos culturais de verdade, do tipo “soletrando”, redação. Sem essa de melhor sambista e luzinha de natal. E com premiação que valha a pena.

Para o concurso cultural, já tenho até uma pergunta que poderá ser utilizada:

- O que está em vias de extinção em Caretas?
Resposta: Mais do que o Lobo-Guará e a Jaguatirica, o que realmente corre o risco de "instinção" em Caretas é a Língua Portuguesa.

Em virtude disso, nossa recomendação é: nunca, jamais, em hipótese alguma pergunte a quem escreve "instinção", o plural de "fé".