Basta mexer na cozinha que ela aparece. Várias delas, verdonas, saradas, dezenas, centenas. Em Carrancas a mosca evolui muito. De pequena varejeira passou a grande atacadista.
Receber alguém de fora da cidade para almoçar é um pesadelo.
Outro dia um amigo míope não quis comer o feijão alegando não gostar de azeitonas. Mas, como assim, feijão com azeitonas? Preferi ficar quieto e oferecer-lhe um pouco mais de macarrão.
Esse bicho do inferno pode até matar.
As fêmeas procuram ferimentos ou cavidades do corpo, como olhos e boca, para pôr seus ovos. Algumas espécies (Dermatobia hominis - gostei, minha filha vai se chamar Dermatóbia) depositam, por lesão ou cavidade, uma única larva esbranquiçada conhecida por berne (em homenagem ao famoso escritor Júlio Berne), produzindo uma miíase nodular cutânea; outras espécies (Cochliomyia hominivorax) depositam vários ovos, ocasionando inúmeras larvas na lesão denominada bicheira (em homenagem àquela contraventora de jogo).
Ao nascerem, as larvas invadem a pele e se alimentam corroendo os tecidos vivos que encontrarem pela frente, devorando até ossos e cartilagens. Esse tipo de infecção pode chegar à amputação de membros do corpo ou até mesmo à morte se não for combatida a tempo.
Além do peão de rodeio, o animal mais atingido pela varejeira costuma ser o gado, especialmente bezerros, em feridas no local onde foi cortado o cordão umbilical.
Um estudo que começou a ser desenvolvido por uma equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) constatou que a incidência da miíase, doença provocada pelas larvas dessa mosca, está sendo ignorada pelos hospitais no Estado. Iniciada quando as varejeiras põem os ovos em ferimentos no corpo das vítimas, a miíase geralmente passa despercebida nos prontuários dos hospitais, onde consta apenas a origem das lesões.
O mesmo estudo constatou (mas não foi divulgado) que a maioria dos dançarinos de frevo se encontram infectados. A insuportável coceira é que faz com que eles pulem daquela maneira tresloucada. Quanto ao guarda-chuvinha, é item de segurança caso algum dançarino mais afoito venha a cair da ponte.
Fonte: Superinteressante Edição 165; Wikipédia; Diário de Pernambuco; Zé do bar.
O desespero está estampado na face dessas pessoas. Como é que não perceberam isso antes, óxente!
Essa mosca fidumaégua se alimenta de néctar das flores, frutas e restos de alimentos. Sei não, mas acho que até amianto crisotila e césio esse bicho come.
De qualquer forma, achei interessante o enfoque dado pela Secretaria da Saúde, pedindo à população que armazene corretamente seu lixo, principalmente amarrando o saco (de lixo, a amarração do outro saco se refere à campanha de controle da natalidade).
Só que no meu folheto veio faltando a página 2. Justamente a mais importante, que vai acabar de vez com a infestação da mosca na cidade. É sobre a primeira parte do plano, visando conscientizar a minoria da população urbana para que retire a criação de porcos de seus quintais, transferindo-os para a zona rural.
A sorte é que todos nós somos civilizados e conscientes. Assim, a segunda parte do plano - aplicação de multa e instauração de inquérito policial contra os que insistirem em atentar contra a saúde pública - certamente não se fará necessária.
Todos sabem, as moscas e os porcos inclusive, que não é amarrando saquinho que a praga será erradicada. O problema começará a ser resolvido somente a partir da retirada dos chiqueiros da zona urbana.
No ano passado até que se tentou, mas como alguns porcos e currais inexplicavelmente ficaram de fora do esquema do bota-fora, os demais permaneceram, e com razão.
Mas agora é sério. É questão de saúde pública, de respeito com o próximo. A coletividade não é obrigada a agüentar mosca em casa porque uma minoria insiste em criar animais para abate na zona urbana.
Tenho até uma sugestão para a campanha: “Lugar de porco é no campo”, tendo como símbolo um porquinho vestindo a camisa do Palmeiras.











































