Anéis, muitos anéis

sábado, 4 de agosto de 2007

Orópa 70 Km

Está virando tradição a Expo-Meia-Boca-Caretas.

Primeiro, no comes & bebes, o trio principal de sempre: Cachaça, Capeta do Capeta e espetinho pifipafe.

Segundo, no r-odeio, num frio de rachar, nem o touro queria pular. Tava congelado o bicho. Era só cortar, embalar e mandar pro Japão.

Falando nisso, em qualquer r-odeio, pra fazer o animal pular, os valentes peões, talvez revoltados pela precoce desclassificação no Countrystar, apertam o escroto do coitado. Daí não há quem não saia pulando feito louco. E sabe por qual motivo o peão usa calça apertada? É pra andar saltitante feito gazela com assaduras! E a botinha Ortopé? Ortopé, Ortopé, tão bunitiiiiinhu!

Só que na Expo-Meia-Boca, fazia tanto frio que o órgão do touro parecia uma noz-moscada. E como não conseguiram apertá-lo, o bicho ficou paradinho. Só faltou montar o presépio.

Terceiro, os fogos: "Olhem para cima, esqueçam daqui de baixo".

Quarto, os shows. Tsc-tsc-tsc! Que lástima!

Antes de mais nada, uma ressalva: Abrir espaço para o pessoal da cidade é obrigação que foi cumprida, e a moçada deu conta do recado. Contudo, a exemplo das cidades da região, faltou trazer um nome de peso. E não estou falando da Fat Family, Mercedes In-Sosa ou Ed Mota. Refiro-me a músicos que, de uma maneira ou outra, fariam a alegria do povo.

Nem é pretensão minha querer a vinda de bandas de rock, ritmo que não é do gosto da maioria. Entretanto, o que ouviram do Ipiranga as margens plácidas (prosopopéia) foi um verdadeiro desastre. Numa exposição cujo palco já pisaram 14 bis, Renato Teixeira, Zé Geraldo e Almir Sater (jamais esquecerei do cara gritando no microfone: “Quem é os hómi e as muié que veio ver Almiiiir Sateeeeer?”), o naipe contratado foi um verdadeiro desprezo aos citadinos e visitantes. Nem me recordo os nomes. Peneirinhas, Robin & Údi, Régis & Bittencourt, Companhia do Vizinho do Amigo do Cunhado do Calypso e outras barbaridades de quermesse de rua.

E só dar uma olhada nas exposições da região:

Minduri : Roupa Nova;

Andrelândia: Paralamas do Sucesso e (argh!) Bruno & Marrone;

Resende Costa: Cezar e Paulinho;

Itutinga: Zé Geraldo, Teodoro & Sampaio;

Ingaí: Latino;

Santo Antônio do Amparo: Chitãozinho & Xororó;

São João Del Rei: Alceu Valença, Fevers, Pholhas, Martinho da Vila;

Lavras: Capital Inicial, Zezé di Camargo, Rick & Renner;

São Vicente de Minas: Cezar e Paulinho;

São Thomé das Letras: Cidade Negra;

Luminárias: Oswaldo Montenegro;

Coronel Xavier Chaves: Wanessa Camargo;

Madre de Deus: Frank Aguiar.

No período que antecedeu a exposição, muito se alardeou sobre a vinda de Alceu Valença, mas que não pôde ser contratado pois faria show na Europa (E só por isso, atentos leitores. Ãrrã, tá bom então).

Mas não me fiz de rogado, pois, como a Europa é logo ali em Saint John's City (Itutinga's City - vire à direita - siga reto toda vida - 10 milhas após Saint Sebastian of Victory's District), peguei a matula e a esposa e fomos vê-lo. Valeu o ingresso e, em se tratando de Alceu Valença, dispensa comentários.

Mas quem perdeu não precisa se desesperar. Está compensando muito ir para a Europa. Não precisa de visto nem passaporte, e com apenas 15 litros de gasosa seis tão lá! E ainda se pode pagar tudo com Real ou cheque, além de se comunicar em português. A programação cultural está fervilhando e muito bem variada. Tanto é que, no mesmo dia, a banda Pink Floyd também estava em turnê por alí. Era cover, mas era Floyd, que acabou por ser outro showsão conferido por este umirde blogueiro, que promete ficar aqui no Brasil nos próximos dias para assistir ao tão propagandeado "Campeonato de Paraglider", se assim permitirem as condições atmosféricas, o coelhinho da páscoa, a loira do banheiro, o saci, o curupira, a fada-do-dentinho e a cuca.

Na foto abaixo, momento em que o performático e totalmente maluco conterrâneo da Bruna se apresentava.




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